O novo shoegaze francês, cortesia do Fleur du Mal

Sempre que chega um email de alguma banda que não seja Inglesa ou Norte-Americana, eu ouço com mais atenção.  O “fora-do-eixo” Mundial deve ter mais o que oferecer e o duo françês Fleur du Mal me impressionou logo na primeira audição:  Mogwai, Catherine Wheel e Ride no seu single de estreia:

Obermann (Guillaume Jannin) e Faber (Yann Giraud), parisienses de quarenta e poucos anos, estão lançando o 2º single, “Nuit”. As duas músicas farão parte do EP “Spleen I”, primeiro EP de uma prometida trilogia que sai dia 06 de Setembro.

A gente conversou com Giullaume via email para tirar umas dúvidas e pedir dicas de novas bandas francesas.
MM: O nome Fleur du Mal é inspirado em Baudelaire?
Guillaume: Com certeza, assim como nossos pseudônimos (Obermann e Faber) estão relacionados a escritores e editores Românticos. Nossa música é melancólica e cantada em Francês, então, o Romantismo do Século XVIII combina perfeitamente com a nossa proposta.

MM: Vocês tem planos de fazer shows? 
G: Estamos focados em terminar as gravações mas queremos ensaiar durante o Verão e esperamos poder começar a fazer shows em Paris a partir de Setembro.

MM: De onde vem a inspiração musical para o Fleur du Mal? 
G: O projeto começou porque eu e Yann temos uma admiração mútua por bandas como Deafheaven, Nothing e Deftones, acho até que dá para perceber estas influências nas músicas. Mas as referências são diversas; vão do pop ao metal, incluindo um monte coisas aí no meio, até música pop Brasileira. Atualmente, estamos ouvindo muito os discos mais recentes do American Football e do Big Thief. Estes dois álbuns têm músicas muito boas e emotivas, com o mínimo de produção, que é o que buscamos atualmente. Das bandas que cantam em Francês, estamos ouvindo muito Etienne Daho, Dominique A e Jean Louis Murat, eles influenciaram muito o jeito que cantamos.

MM: O que mais vocês sugerem de bandas francesas?
G: Indicamos algumas boas bandas francesas de shoegaze indie:
Dead Horse One
Paerish
Staircase Paradox
Venice Bliss
Computers Kill People
Opium Dream Estate
Miles Oliver
Féroces
La Féline
Para algo um pouco diferente, eu recomendaria Catherine Watine, que é uma mistura intrigante de trip hop e música de câmara francesa.

Rodrigo Lariú

começou a fazer o midsummer madness em 1989, deu um tempo e voltou a fanzinar. Adora documentários, história, aviação comercial antiga, trabalha em televisão e em produtoras, vascaíno praticante.