Mount Kimbie – Marilyn

Existe um termo mais nefasto do que indie: pós-dubstep. No encarte de “Truckload Of Trouble” dos Pastels, Stephen tenta verbalizar que a situação de distribuição ligada ou não a uma corporação internacional fonográfica, a.k.a. major, nunca foi a descrição de um estilo musical. Ele está certo. Seguindo uma lógica parecida, pós-dubstep seria “qualquer música eletrônica com um grave um pouco mais alto, da mesma safra de James Blake e com uma certa sensibilidade“.

Já li que o Mount Kimbie é a melhor banda pós-punk que o pós-punk nunca sonhou. E o que é pós-punk? Onde esta resenha vai desembocar? Lembro do Alex Antunes escrevendo que “o industrial cavou um buraco dentro da trincheira que era o pós-punk” em uma resenha na Bizz. Daqui a pouco este texto chega na China.

A verdade é que esta dupla inglesa fica cada vez melhor. Existe uma linha muito fina entre a experimentação (geralmente eletrônica, principalmente hoje em dia) e a música pop; fazer besteira neste cordão de isolamento é muito fácil, mas não é o caso. O disco anterior “Cold Spring Fault Less Youth” já demonstrou toda a classe da dupla e sem dúvida nenhuma “Marilyn” é um bela amostra do que está por vir.

midsummer madness

criado no inverno carioca de 1989, o fanzine midsummer madness teve 9 ou 10 edições impressas. Em 1994 se transmutou na gravadora independente de mesmo nome - saiba mais em mmrecords.com.br . Atualmente é tudo isso e um pouco mais, com a ajuda de amigos.