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Playlist indieca 4 – música de resistência

Rodrigo Lariú 04 nov 2018 Lançamentos e Resenhas Comentários desativados em Playlist indieca 4 – música de resistência 2327 Visualizações

Para mim, um dos momentos mais surreais das eleições de 2018 no Brasil foram as reações às manifestações de Roger Waters contra o fascismo. Como amante de música, não consigo conceber que as pessoas que votaram em Bolsonaro tenham uma interpretação tão distorcida da mensagem nas músicas. Principalmente numa eleição onde ficou claro quem são os “another brick in the wall”.

O mais assustador é que sempre foi interpretação de texto e as pessoas entendem as mensagens com os subsídios que tem. Essa playlist é isso: queremos dar mais subsídios. Ouça de coração aberto, mesmo que você tenha votado no Bolsonaro. Seus ídolos têm visões diferentes do Mundo, gente nova muito boa também tem ideias diferentes. Ouça, reflita. E mesmo que você discorde, a música boa sempre será nossa resistência.

Com vocês, a 4ª playlist do midsummer madness.

Molly Burch é favorita da casa (leia mais aqui). Ela acabou de lançar o 2º álbum intitulado “First Flower” pela Captured Tracks. A voz grave está ainda melhor e os arranjos soul elevam a mocinha de Austin, Texas, a um outro patamar. Poderia tocar em rádio indie (se isso existisse) mas também conseguiria ocupar espaço nas chamadas “adulto contemporâneo” ao lado de uma Madeleine Peyroux, uma Nina Simone.

Hussy – foto por Chris Pawlusek

Hussy é o projeto da multiinstrumentista Sophie Nicole Ellison, com apenas 2 músicas lançadas, ambas produzidas e gravadas em seu home-studio. Mas “Playtime” e “Slayer” (nenhuma referência à banda) chamam atenção, principalmente se você relembrar que Sophie gravou tudo sozinha. Dream-pop de tons mais escuros, para quem gosta de Bettie Serveert, PJ Harvey, Patti Smith.

Gab Ferreira tem 19 anos, participou do The Voice Brasil e ganhou os ouvidos do Lulu Santos. O que diabos ela está fazendo nessa playlist? Ainda não tenho certeza. A menina da Criciúma lançou um EP chamado “Lemon Freeze” que quase escorrega para o pop descartável (tipo da Sia,  que ela escolheu para se apresentar no The Voice). Alguém traz essa menina para o lado certo da força rápido porque a voz meio Beth Gibbons dela não pode ser desperdiçada.

Lala Lala é Lillie West, inglesa, estudante de arte, que se mudou para os Estados Unidos. West lançou seu 2º álbum “The Lamb”, o 1º pelo selo Hardly Art. Das 12 músicas do álbum, “Destroyer” lembra Throwing Muses e Patti Smith, enquanto West canta sobre arrependimento e frustração. “The Lamb” é diverso, um encontro da agitação do pós-punk dos anos 80 com o dream pop do anos 90.

Kristin Hersh você deve conhecer: ex-vocalista do Throwing Muses, banda contemporânea do Pixies na 4AD. Eu não sabia mas Hersh tem uma carreira solo com 10 álbuns! O décimo acabou de sair, se chama “Possible Dust Clouds”, o 1º dela pelo longevo selo britânico Fire. Dá pra considerar Hersh como a prima menos famosa de Kim Deal, dos Breeders. Nesse álbum, a dinâmica estranha das músicas e o gosto pelo não-óbvio da prima rica também são bem aparentes.

The Shacks (foto de divulgação)

Não me lembro como eu cheguei no The Shacks. Eles são uma dupla novaiorquina, a cantora e baixista de apenas 19 anos Shannon Wise, e o guitarrista e produtor de 21 anos, Max Shrager. Lançaram o disco de estreia “Haze” em duas versões: a oficial e outra toda instrumental. É um delicioso túnel do tempo para os anos 60 e 70. As referências básicas seriam o Cardigans antes de virar pop, a voz doce de Nara Leão e Nancy Sinatra, o gosto pelo lounge de Serge Gainsbourg e Astrud Gilberto. Pode colocar sem medo naquele encontro de amigos na sala do seu apartamento; é lounge-music em estado bruto.

Peel Dream Magazine é o projeto do músico novaiorquino Joe Stevens e “Modern Meta Physic” é o seu álbum de estreia, gravado totalmente em casa. O nome é uma referência direta ao falecido DJ inglês. O som é como se o Teenage Fanclub quisesse tocar músicas do Stereolab.

Os suecos Alpaca Sports estão lançando seu 5º álbum, “From Paris With Love”, o 2º pelo selo mais indie-pop do planeta, o espanhol Elefant. Sempre gravando discos fofos e doces, o Alpaca Sports segue mirando o indie-pop escocês dos anos 80, o jeitão DIY da Sarah Records e a genialidade do Orange Juice. Às vezes é tão doce que enjoa. Mas “Summer Days” encaixou bem nessa playlist. Deixo como dica para vocês provarem.

Falando em indie-pop, outro bastião do estilo era a gravadora Fortuna Pop!, que fechou as portas em 2017: o dono, Sean Price, se mudou para o Japão, desiludido com o Brexit. Durante anos, a Fortuna Pop! manteve um Singles Club. E como ainda faltava entregar um compacto para os assinantes, Price chamou integrantes de várias bandas do selo para regravar o clássico de 2001 do Comet Gain “You Can Hide Your Love Forever”. Foi o Fortuna Pop! Allstars. Todo mundo apareceu para gravar: a música que você está ouvindo tem integrantes do Tigercats, Allo Darlin’, Comet Gain, Flowers, The Ladybug Transistor, Tender Trap, Joanna Gruesome, Spook School, Bearsuit, Evans The Death, Pete Astor, entre outros. Um belo fim de gravadora!

Seguindo esse linha e essa estória, o baterista do Allo Darlin’, Mikey Collins está lançando seu 1º álbum solo, intitulado “Hoick”. Com o fim do Allo Darlin, Mikey se mudou de Londres para Kent, virou pai e montou um estúdio onde já gravou Girl Ray, Metronomy, Pete Doherty and the Puta Madres, entre outros. Nada mais natural que gravasse suas próprias músicas também. Neste álbum, ele toca todos os instrumentos e contou com a ajuda de Laura Kovic (Tigercats) nos vocais e Paul Rains (Allo Darlin’) na 2ª guitarra. O resultado é um disco que deve agradar a quem ama Teenage Fanclub e gosta de dançar.

The Hannah Barberas é do sul de Londres e se formou em Novembro de 2017, inicialmente apenas para gravar uma música para um álbum de caridade no Natal. Só que as gravações foram produtivas e o Hannah Barberas virou uma banda com dois EPs lançados. São canções para acelerar os corações saudosos da Class of 86′, do indie-pop escocês da década passada, músicas que fariam parte do cast da Sarah Records.

Ariel Beesley (foto do Instagram)

Ariel Beesley é de Los Angeles e lançou em Setembro um EP  homônimo. As três músicas incluem colaborações de Justin Warfield (She Wants Revenge), da banda sueca Iglu & Hartly e de integrantes do Palm Springsteen. A mão dos produtores Andrew Brightman e Mark Needham (Imagine Dragons, Mt. Joy, Walk The Moon, Pink, The Killers) pode ser percebida nos tecladinhos pop. Como voz de Ariel lembra Blondie e Karen O, ela anda numa linha fina entre o pop descartável e a relevância. “Love Me Better” por exemplo chega muito perto da afetação vocal do pop americano. Vamos torcer para que ela se desvie disso.

Gently Tender tem apenas um single com duas músicas. Mas essa “2 Chords” lembrou tanto os bons tempos de Pulp e Divine Comedy que eu resolvi arriscar. É um risco porque o Gently Tender é formado por três ex integrantes do Palma Violets, uma bandinha bem mais ou menos. Vamos dar uma chance.

Secret American é formado por Derek Krzywicki e Todd Mecaughey, cada um de um lado dos Estados Unidos (Califórnia e Filadélfia). “Warmth & Shelter” é o disco de estreia da dupla, gravado em encontros esporádicos e muita troca de arquivos via internet. Vocais ensolarados e guitarras felizes com um pézinho no folk e no country americano. É pra você que sempre achou que Beach Boys é melhor que Beatles, e que dá pra ir no show do Teenage Fanclub usando bota e chapéu de cowboy.

Sonic Blume é um quarteto de New Jersey formado em 2015 com 2 EPs lançados, o mais recente, “Beach Karma”, com 9 músicas. Você já deve ter ouvido porque o Spotify deles indica que a maioria dos ouvintes está em São Paulo, Rio e Curitiba. O som é uma mistura de regressive-rock à la Primitives com Alvvays e My Bloody Valentine pré-“Isn’t Anything”.

Advance Base é o novo nome que Owen Ashworth, o gênio por trás do Casiotone For the Painfully Alone, adotou para lançar seus quatro últimos discos. O mais recente é “Animal Companionship”, com músicas que contam as estórias tristes de sempre. Assim como o Casiotone, é para quem gosta de Magnetic Fields e Beat Happening.

Helenor é David DiAngelis, artista visual de Boston que está lançando seu álbum de estreia “Something Twice”. Lembra Beck e John Lennon. O disco conta com a participação de Seth Kasper (Mass Gothic, Christopher Owens, Hooray for Earth, Wild Light) que gravou as baterias e co-produziu o disco.

no Facebook do Radio Dept: “Votando na esquerda amanhã. Por justiça, igualdade, pelo meio ambiente e para que todos sejam o que querem ser. Contra fascismo, racismo e homofobia” – Serve para o Brasil!

Radio Dept. você conhece né? Essa música foi lançada às vésperas da eleição para o Congresso Sueco, quando pela primeira vez depois décadas de social-democracia, o partido de direita local, o SD (Democratas), de ideias nacionalistas e abertamente contra os imigrantes, ameaçava ocupar maioria. A letra fala: “Church bells are ringing today / God is on the right side for once” (Sinos das Igrejas estão tocando hoje / Deus está do lado certo pelo menos uma vez). A banda explicou em seu Facebook: “Desde de Maio de 2014, as igrejas na Suécia tem tocado seus sinos para alertar sobre marchas de neo-nazistas. Isso não acontecia desde 1939″. 

(Enquanto isso, no Brasil, “Deus” está do lado errado)

O selo de qualidade do Radio Dept ajudou: a previsão de que o SD ocupasse 25% do Congresso Sueco se concretizou em apenas 18%. Ainda assim, o SD aumentou sua participação que antes era de 12,5%. O partido de centro esquerda continua no poder.

E não me venha você, que nunca entendeu Sonic Youth, Radio Dept, muito menos Legião Urbana e Pink Floyd, dizer que música não tem nada a ver com política!

Duets & Stuff (foto de divulgação)

Duets and Stuff são Greta e Raimond, da cidade sueca de Kiruna, uma das mais ao Norte do país. A dupla lançou três singles em 2018. Pode agradar se você gosta de Radio Dept., Postal Service e XX. Tem jeitão de gravação caseira querendo ser pop. Eles declaram gostar de Foster the People, o que me dá calafrios! Entre os três singles, “Serve Somebody” é puro indie-pop sueco, na melhor vibe Peter Bjorn & John. Mas a minha favorita é “Already Gone”, um pouco mais sombria e tristonha.

Pinkshinyultrablast vem de São Petersburgo, Rússia, e é uma desta joias escondidas do shoegaze. Estão lançando seu 3º álbum, “Miserable Miracles” pelos selos norte-americano Shelflife e pelo londrino Club AC30.  Além das influências óbvias do gênero, dá pra ouvir bastante coisa de Medicine e Asobi Seksu, principalmente na mão pesada para a eletrônica.

Luna Gala  é Michael Kaz, atualmente residindo próximo a Chicago. Mas Michael nasceu no Vale do Rio Grande, fronteira com o México, local onde Trump planeja construir o tal muro. Michael está lançando “Moon Event”, seu 4º álbum. O som é psicodelia pura, alimentada por influências texana e pelos clássicos Pink Floyd, Greatful Dead. As releituras da psicodelia também marcam presença: Tame Impala, Follakzoid, Ariel Pink encaixariam numa sequência com Luna Gala. Uma das músicas do novo álbum se chama “Las Plantas Que Curan”, referência à outra influência declarada de Michael, os Boogarins.

Arvid é Luke Ross, de Nova Iorque e “Goodnight Daydream” é seu 2º álbum. Demoraram dois anos para que o novo disco, auto-produzido, ficasse pronto. Vai agradar em cheio a fãs de Beach Boys, Ween e Animal Collective. É um disco a se ouvir para a lista de melhores de 2018. Após o lançamento no começo de Agosto, o disco teve merecidas 55 mil audições nas primeiras 24 horas. Apesar disso, você leu a respeito em algum blog super-ultra-cool? Acho que não né? Isso serve para provar que boa música não necessariamente circula dentro do esquemão.

Collin Macintyre é o escritor e compositor escocês por trás do Mull Historical Society. Seus discos de 2001 (“Loss”) e 2003 (“Us”) foram bem nas paradas indie-rock, com uma mistura de melodias ensolaradas à la Beach Boys e indie-rock escocês. “Wakelines” é o sexto disco de Colin como Mull Historical Society. Este foi produzido por Bernard Butler, ex-guitarrista do Suede.

Escape-ism é a nova banda do Ian Svenonius, que você talvez não se lembre assim de nome. Mas ele é o cara do Nation of Ulysses e do Make-Up.  No Escape-ism, as pirações são na praia do minimalismo do Suicide e da garageira do Cramps.  Svenonius lançou seu 2º álbum, “The Lost Record” dez meses depois do disco de estreia, “Introduction to Escape-ism”, ambos com selo de qualidade da Merge Records (Superchunk).

Kori e David do Foxxxy Mulder (foto divulgação)

Foxxxy Mulder  é Kori Hensell (que mora em Arkansas) e David Kumler (que mora em Seattle). Antes que eu te conte mais sobre eles, escute essa versão dark-gaze que eles fizeram para “Eyes Without a Face” do Billy Idol. Ouviu?

Pois eles acabaram de lançar o álbum de estreia “Heretic”. A associação imediata é Raveonettes mas também pode chamar de gótico, dark e qualquer outra destas coisas sombrias, eles gostam. Os tempos atuais pedem. Sobre o disco eles escreveram: “O título foi inspirado pela história das perseguições às bruxas e em parte pelos desastres da política contemporânea, é um registro sobre os horrores do passado que, oblíqua e explicitamente, continuam a assombrar o presente. O disco responde a um mundo em que a devastação do capitalismo global parece não ter fim, onde a banalidade do sexismo permitiu que violadores sem remorso das mulheres entrassem nos mais altos cargos políticos e onde o racismo e o ódio são tratados como posições a serem debatidas e consideradas e não mais condenadas“. Viva Kori e David!

Holy Fawn vem do Arizona, está lançando seu 2º álbum intitulado “Death Spells”. São guitarras e mais guitarras, muitos efeitos e uma violência sonora da escola do Mogwai. Algumas músicas se ouvidas muito altas devem machucar os ouvidos, como “Dark Stone”. Em outros momentos, de arranjos mais suaves, a referência é Sigur Rós e M83 do começo. O Holy Fawn é o tipo de banda que me daria medo escutar numa sala escura.

Spirit Award é um trio de Seattle e lançou seu 2º álbum, “Muted Crowd”, produzido por Trevor Spencer (que já trabalhou com Father John Misty e Fleet Foxes). Daniel Lyon, Chris Moore e Terence Ankeny seguram com competência músicas que podem ser consideradas psych-rock. Eu diria que se você gosta do Thee Hypnotics, The Coral e até do Temples e War on Drugs, vai viajar com o Spirit Award.

Robinson’s Village é o projeto caseiro de um sujeito chamado James Burns que assume publicamente a deficiência técnica de suas gravações. Ele entrou nessa playlist porque eu fiquei imaginando o que ele não gravaria dentro de um estúdio profissional. Guitarras ultra-saturadas, baixo à la Joy Division e um jeitão de feito em casa, tipo Swirlies.

Death Valley Girls é de Los Angeles, está lançando seu 3º álbum, “Darkness Rains”. Quarteto mistura punk, psicodelia e grunge em suas músicas. É Joan Jett, L7, Led Zeppelin tudo junto. Conheci a banda no YouTube da gravadora Suicide Squeeze, por causa deste excelente vídeo com o Iggy Pop.

Heartthrob Chassis tem todos elementos que você imagina numa banda garage rock: a líder é Margaret Dollrod (ex vocalista do Demolition Doll Rods), vem de Detroit, mistura blues com barulho e muito reverb na voz. “Arrhythmia” saiu em Setembro e pode servir de consolo para quem esperava mais do álbum do Jack White.

Sungazing era uma banda de Washington. Sim, era. A banda acabou em Junho mas eu só consegui ouvir o disco agora. Eles soam como um shoegazer anos 90, cheios de boas referências e intenções mas com gravações que hoje em dia deixam um pouco a desejar. Drop Nineteens, Adorable, Moose, Sundial e por ai vai. Mesmo depois do fim da banda, vale a pena checar o álbum, um belo registro para fãs true do “guitar”.

Castle Pines vem da pequena cidade de Corona na Califórnia, tem 10 anos de história e estão para lançar seu 2º álbum, intitulado “Por Vida”. Os sobrenomes latinos de seus integrantes (Leandro Barrientos é o vocalista com quem conversamos) me faz pensar que são jovens norte americanos que tem um presidente imbecil que preferiria vê-los do outro lado da fronteira. As dificuldades pessoais de alguns de seus integrantes explica o porquê do quarteto chegar apenas ao seu 2º álbum em mais de uma década: casas hipotecadas na crise de 2008, problemas de saúde do baterista num país que não liga para saúde pública… Tudo isso se reflete nas letras e no som, que são uma mistura de college rock oitentista à la R.E.M. e Replacements, com pitadas de punk-emo à la Weezer.

Quando eu fiquei sabendo do Beachtape, me deu um certo cansaço da enxurrada de bandas com Beach no nome: Beach House, Beach Fossils, Beach Slang… mas eles podem porque são de Brighton, cidade litorânea do Sul da Inglaterra. Eles tem alguns singles lançados e podem agradar se você gosta de Pavement e Weezer do começo.

Algumas bandas destas playlist chegaram ao midsummer madness via Submit Hub.

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Rodrigo Lariú
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Autores

Autor: Rodrigo Lariú
começou a fazer o midsummer madness em 1989, deu um tempo e voltou a fanzinar. Adora documentários, história, aviação comercial antiga, trabalha em televisão e em produtoras, vascaíno praticante.
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